Mais uma vez, a irresponsabilidade no trânsito transforma ruas em cenários de dor e desespero. Desta vez, a vítima foi a família do ex-vereador Ozeas Menezes, que viu suas três filhas serem brutalmente atingidas por um motorista imprudente em uma tentativa arriscada de ultrapassagem.
Entre as vítimas está a vereadora Luma Menezes, que sofreu graves ferimentos e precisou ser levada às pressas para o centro cirúrgico para conter um sangramento. Suas irmãs também ficaram feridas, em um episódio que por pouco não terminou em tragédia irreversível.
De acordo com informações repassadas pelo próprio Ozeas Menezes, o quadro clínico das jovens inspira cuidados, mas apresenta sinais de estabilidade. Malu encontra-se estável, enquanto Ruama sofreu três fraturas na região cervical, felizmente sem comprometimento da medula, além de um sangramento próximo à pelve. Ela passará por tomografia com contraste para uma avaliação mais precisa, enquanto a equipe médica adota, inicialmente, um tratamento conservador para conter a hemorragia. Já Luma, até a última atualização, permanecia em procedimento cirúrgico.
O acidente, segundo relatos, teria sido causado por uma ultrapassagem indevida, feita sem qualquer respeito às normas de direção defensiva. Um ato imprudente, uma decisão impensada, e vidas quase foram perdidas.
O caso levanta mais uma vez uma pergunta que ecoa nas ruas e hospitais: até quando a imprudência será tratada como algo banal? No Brasil, onde a sensação de impunidade ainda impera, tragédias como essa se repetem com frequência assustadora. Famílias são dilaceradas, sonhos interrompidos, e muitas vezes, os responsáveis seguem sem punição proporcional à gravidade de seus atos.
Não se trata apenas de um acidente. Trata-se de uma possível negligência que precisa ser rigorosamente investigada. As circunstâncias da colisão devem ser apuradas com seriedade, transparência e responsabilidade. É dever das autoridades garantir que não haja omissão e que, se confirmada a imprudência, o responsável seja devidamente responsabilizado.
Enquanto isso, fica a corrente de solidariedade e oração pela recuperação das vítimas. Que Luma Menezes e suas irmãs consigam superar esse momento crítico, e que esse episódio sirva como mais um alerta, urgente, de que o trânsito não pode continuar sendo palco de imprudência e descaso com a vida.
A sociedade não pode aceitar o acaso como justificativa para a dor. Justiça precisa deixar de ser promessa e passar a ser prática.