POLITICA

Alagoinhas à Deriva: Denúncia de Juci Cardoso expõe descontrole nas obras do CAPS e omissão da gestão Gustavo Carmo

A vereadora Juci Cardoso denunciou problemas nas obras do CAPS do Petrolar, financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento, apontando falta de estrutura, atrasos e препятição à fiscalização. Ao afirmar que o prefeito Gustavo Carmo e o secretário Luciano Sérgio desconheciam a situação, a fala evidencia falhas graves de gestão e fiscalização. O cenário reforça a percepção de abandono em Alagoinhas, marcada por desorganização administrativa e falta de controle sobre obras públicas.

Alagoinhas à Deriva: Denúncia de Juci Cardoso expõe descontrole nas obras do CAPS e omissão da gestão Gustavo Carmo

A fala da vereadora Juci Cardoso escancara mais do que uma denúncia pontual, revela um retrato preocupante da condução administrativa em Alagoinhas.

Ao afirmar que o prefeito Gustavo Carmo e o secretário de saúde Luciano Sérgio desconhecem a real dimensão das obras do CAPS do Petrolar, um equipamento que conta com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento — a parlamentar não apenas levanta dúvidas, ela praticamente decreta um atestado de descontrole.

Se confirmado, o cenário é grave. Obras públicas financiadas com dinheiro federal não podem ser tratadas como projetos periféricos ou invisíveis à gestão municipal. A ausência de acompanhamento direto por parte do alto escalão indica, no mínimo, negligência. No pior dos casos, aponta para uma gestão que perdeu o controle da própria máquina.

Os problemas relatados vão além da burocracia: empresas sem estrutura mínima para garantir condições dignas de trabalho, ausência de sanitários químicos, atrasos recorrentes e, talvez o mais alarmante, o impedimento da fiscalização por parte de parlamentares. Esse último ponto fere diretamente os princípios básicos da administração pública e levanta suspeitas legítimas sobre o que, afinal, está sendo escondido.

A declaração da vereadora vem carregada de uma expectativa quase ingênua: a de que, ao tomar conhecimento, o prefeito e o secretário irão intervir. Mas aqui cabe a pergunta inevitável, como não sabiam? E se não sabiam, por que não sabiam?

Em uma cidade onde obras estruturantes caminham a passos lentos, cercadas por denúncias e limitações operacionais, o discurso oficial já não encontra respaldo na realidade visível. O que se vê é uma administração que reage, mas não antecipa; que responde, mas não lidera.

O resultado é uma sensação crescente de abandono. Alagoinhas parece caminhar sem rumo, refém de uma gestão que, ao que tudo indica, só enxerga os problemas quando eles já se tornaram escândalos.

E enquanto isso, a população segue assistindo, entre o descrédito e a indignação, ao avanço de uma cidade que, longe de progredir, parece cada vez mais entregue à própria sorte.