Alagoinhas e a Gestão do Descaso: a cidade cansou de esperar
Quando a campanha eleitoral aconteceu, venderam a ideia de que Alagoinhas finalmente teria uma gestão técnica, preparada e moderna. O discurso era bonito: planejamento, eficiência, diálogo e compromisso com o povo. Mas basta andar pelas ruas da cidade para perceber que a propaganda não resistiu ao choque com a realidade.
Um ano e meio depois, o sentimento que cresce entre os moradores é o de abandono. A prefeitura parece distante da população, trancada dentro de gabinetes e redes sociais, enquanto os problemas reais seguem se acumulando nos bairros.
A cidade enfrenta reclamações constantes sobre infraestrutura precária, unidades de saúde sobrecarregadas, ruas esquecidas, serviços básicos deficientes e uma gestão que aparenta estar mais preocupada em controlar narrativa do que resolver problemas. O povo cobra resposta, mas recebe silêncio, marketing e justificativas.
A gestão do prefeito Gustavo Carmo vai se consolidando como uma continuidade ainda mais desgastada do modelo político que prometia superar. A diferença é que agora existe um agravante: havia expectativa de mudança. E talvez seja justamente isso que aumenta a revolta popular.
O maior erro de um governante é perder a conexão com a rua. Quem não anda nos bairros, não conversa com feirantes, não escuta mães nas filas dos postos e não sente a indignação de quem depende do serviço público, governa dentro de uma bolha. E bolhas políticas costumam estourar quando a realidade bate na porta.
Enquanto isso, Alagoinhas continua esperando uma administração que funcione além das entrevistas e das publicações institucionais. Porque a população não vive de slogan. Vive de resultado.
E resultado, até aqui, é exatamente o que falta.