A denúncia da vereadora Luma Menezes escancara o que a população já sente na pele todos os dias: Alagoinhas está sendo engolida pelo abandono. A Rua Thompsom Flores virou um símbolo grotesco da incompetência administrativa, um verdadeiro campo de guerra, onde o asfalto desapareceu, o calçamento foi levado pelas chuvas e o que restou foram crateras capazes de engolir carros, dignidade e qualquer resquício de respeito ao cidadão.
Moradores, em sua maioria idosos, vivem hoje cercados pelo medo. Garagens interditadas, acesso comprometido e o risco constante de acidentes graves. Não é exagero, é a realidade nua e crua de quem foi simplesmente esquecido pelo poder público.
E enquanto a população se vira como pode, o prefeito Gustavo Carmo parece governar de costas para a cidade. A sensação é clara: falta gestão, sobra omissão. Talvez esteja ocupado demais tentando sustentar uma imagem virtual, esperando curtidas enquanto a cidade afunda, literalmente.
O descaso não para por aí. A situação da Santa Terezinha segue o mesmo roteiro de abandono: buracos, lama e ausência total de resposta da prefeitura. É um padrão que se repete nos quatro cantos de Alagoinhas. Onde deveria haver ação, há silêncio. Onde deveria haver solução, há desprezo.
O mais revoltante é que esse mesmo poder público que se ausenta na hora de cuidar da cidade é extremamente eficiente quando o assunto é cobrar impostos. Taxas altas, cobranças rigorosas e uma população cada vez mais penalizada, pagando caro por um serviço que simplesmente não existe.
Alagoinhas hoje é o retrato de uma gestão que perdeu o controle, a sensibilidade e, principalmente, o compromisso com o povo. A pergunta que ecoa nas ruas esburacadas é simples: até quando?