CULTURA

Alagoinhas: governo trava uma guerra entre os fatos e narrativas sustentada pelo silêncio da câmara e os sofismas de parte da imprensa

A materia denuncia uma grave crise na educação de Alagoinhas, acusando a gestão do prefeito Gustavo Carmo de negar melhorias aos professores, pagar reajustes de forma insuficiente e parcelar retroativos prometidos. Aponta ainda a falta de estrutura nas creches, ausência de profissionais qualificados e descumprimento da inclusão de alunos com necessidades especiais. A crítica também se estende ao silêncio da Câmara e à postura de parte da imprensa, acusada de sustentar narrativas que não refletem a realidade.

Alagoinhas: governo trava uma guerra entre os fatos e narrativas sustentada pelo silêncio da câmara e os sofismas de parte da imprensa

"Depois de 32 anos dedicados ao magistério público, nunca vi tantas atrocidades na educação como as que vivemos hoje em Alagoinhas", desabafa uma pedagoga experiente, em conversa recente. Segundo ela, o governo municipal, liderado pelo prefeito GC, negou o reajuste do piso do magistério com os 2% acima do determinado pelo MEC – valor que não foi ordenado, mas que o governo do estado concedeu, enquanto o município se recusou a fazer o mesmo. Limitou-se a míseros 5,4% do piso nacional. E a covardia maior: o retroativo prometido de janeiro a abril, que deveria aliviar os educadores, está sendo pago em três parcelas diluídas – este mês, veio apenas abril, e o de janeiro virá assim, sucessivamente, como migalhas jogadas para calar a insatisfação.
Pior: as creches, essenciais para o desenvolvimento infantil, não irão começar por absoluta falta de condições. Sem profissionais qualificados, sem carteiras, sem colchões para as crianças dormirem e sem alimentação garantida às terças – um descaso que compromete o futuro de gerações. Nas escolas que atendem crianças com necessidades especiais, a situação é ainda mais grave. Não há PAs (Profissionais de Apoio), verba carimbada pela Lei de Inclusão, que exige suporte especializado. Em vez disso, contratam estagiários sem qualquer preparo técnico para assumir um papel crucial na inclusão de autistas e, principalmente, dos não verbais – crianças que demandam capacitação profunda para exercer seu direito constitucional à educação inclusiva.
Essa é a realidade por trás das narrativas oficiais: uma guerra entre fatos crus e sofismas, amparada pelo silêncio cúmplice da Câmara e pela seletividade de parte da imprensa. Cadê a voz dos vereadores? Cadê o jornalismo que fiscaliza o poder? A educação de Alagoinhas sangra, e o povo precisa saber.