O chefe de gabinete Juracy Nascimento informou que a empresa quitou os pagamentos nesta quinta-feira. Ótimo, para o dia de hoje. Mas e os três meses de atraso que viraram rotina? Sobre isso, silêncio.
A justificativa escancara um problema maior: a prefeitura se apoia em uma cláusula contratual que permite atrasar por até três meses, como se isso fosse sinônimo de justiça. Pode até ser “legal”, mas está longe de ser moral ou responsável.
Na prática, transfere-se o peso da má gestão para o trabalhador, que precisa pagar contas em dia enquanto o poder público escolhe quando cumprir suas obrigações. É a institucionalização do atraso, um privilégio para quem governa, um sufoco para quem trabalha.
Pagar agora não apaga o histórico. Apenas confirma que, em Alagoinhas, o compromisso com o básico ainda depende de conveniência, não de respeito.