Nos corredores do poder, o burburinho é cada vez mais alto: Edezio já é dado como nome forte para assumir a SEMOP. O motivo? O atual secretário parece não ter conseguido sequer o básico, cuidar da mobilidade urbana, deixando a cidade à própria sorte, como se buraco, ônibus caro e desorganização fossem parte do paisagismo urbano.
A gota d’água veio, quando foi indicado aumento da passagem para R$ 4,60 em um trecho de apenas 5 km. Um verdadeiro tapa na cara do trabalhador. A partir daí, a pouca credibilidade que ainda restava despencou ladeira abaixo. Hoje, é difícil encontrar quem acredite que o prefeito Gustavo Carmo vá segurar o secretário por muito tempo.
Nos bastidores, a aposta é outra: transferência estratégica para uma secretaria de menor peso político, prática velha quando o desgaste fica grande demais para segurar no colo.
Mas o enredo não para por aí. Também pesa contra o secretário a contratação de um ex-candidato a vereador, conhecido nos meios políticos e populares por pendências financeiras com pais de família, sem qualquer disposição visível de sanar suas dívidas. Um certo João Sena, figura controversa que levanta uma pergunta simples e incômoda: como confiar em um secretário que abre espaço em sua equipe para alguém cercado por esse histórico?
Gestão pública exige critério, responsabilidade e exemplo. Quando isso falta, o recado para a sociedade é claro, e nada pedagógico.
Com esse cenário, ganha força a possibilidade de retorno à Câmara do ex-vereador e atual suplente professor Arão, que pode reassumir nos próximos dias, dependendo do desfecho dessa novela administrativa que já virou série de drama político local.
Alagoinhas observa.
Alagoinhas comenta.
E Alagoinhas paga a conta.
Desperta, Alagoinhas.