POLITICA

SINDAE NA CONTRAMÃO DO CONTRIBUINTE: DEFESA POLÍTICA DISFARÇADA DE PREOCUPAÇÃO SOCIAL

O SINDAE tenta rotular como “privatização” uma pauta que, na verdade, busca aliviar o bolso do cidadão: a redução da taxa de esgoto de 80% para 40%. Os vereadores de oposição, Luma Menezes e Luciano Almeida, vêm fazendo um trabalho firme e corajoso, ouvindo a população e enfrentando um sistema que há anos pesa no bolso do contribuinte. Questionar tarifas abusivas não é privatizar, é defender o povo. Enquanto o sindicato aposta em narrativas políticas, a oposição coloca o problema na mesa e propõe solução. Reduzir tarifa é justiça. Debater é democracia. Quem paga a conta merece respeito

SINDAE NA CONTRAMÃO DO CONTRIBUINTE: DEFESA POLÍTICA DISFARÇADA DE PREOCUPAÇÃO SOCIAL

A recente publicação do SINDAE-BA levanta mais dúvidas do que esclarecimentos. Um sindicato que deveria atuar na defesa dos trabalhadores e da eficiência dos serviços públicos parece ter optado por um caminho político, alinhando seu discurso a narrativas que tentam descredibilizar o debate legítimo sobre a alta carga tarifária enfrentada pela população de Alagoinhas.

A tentativa de associar os vereadores Luma Menezes e Luciano Almeida a um suposto projeto de privatização soa mais como estratégia de desinformação do que uma análise técnica séria. Em nenhum momento foi apresentado, de forma concreta, qualquer proposta formal de privatização. O que está em discussão é a redução de uma tarifa de esgoto considerada abusiva por grande parte da população, atualmente em torno de 80%, com proposta de redução para 40%.

Transformar esse debate em “ameaça de privatização” é, no mínimo, uma distorção dos fatos.

O TRABALHO INCANSÁVEL DA OPOSIÇÃO

Diferente do que tenta insinuar o sindicato, os vereadores de oposição vêm desempenhando um trabalho consistente, corajoso e, acima de tudo, alinhado com os interesses da população. Luma Menezes e Luciano Almeida têm ido a campo, escutado a comunidade, provocado o debate público e enfrentado estruturas que há muito tempo operam sem o devido questionamento.

Não se trata de oportunismo político, mas de compromisso com o cidadão que sente no bolso o peso de tarifas elevadas. Enquanto muitos se calam diante de um sistema que penaliza o contribuinte, os vereadores colocam o tema em pauta, propõem alternativas e assumem o desgaste natural de quem enfrenta interesses consolidados.

Levar essa discussão à Câmara, propor redução de tarifas e chamar a população para participar não é um ato de desmonte, é o exercício legítimo da função parlamentar.

TARIFA ALTA NÃO É SINÔNIMO DE QUALIDADE

O sindicato tenta justificar a cobrança elevada com base nos custos operacionais do sistema, mas ignora uma questão central: se outras cidades conseguem operar com tarifas menores, por que Alagoinhas precisa manter um percentual tão alto?

A discussão não é sobre inviabilizar o sistema, mas sim sobre eficiência, transparência e justiça tarifária. O contribuinte não pode ser penalizado eternamente por uma gestão que não apresenta claramente seus custos, investimentos e resultados.

BAIXA PARTICIPAÇÃO OU DESINTERESSE POPULAR?

O SINDAE também questiona a participação na audiência pública, sugerindo artificialidade no público presente. Essa narrativa tenta desqualificar o debate sem enfrentar o mérito da questão. Mesmo que a participação fosse pequena, isso não invalida a pauta, pelo contrário, reforça a necessidade de ampliar o diálogo com a sociedade.

DEFESA DO TRABALHADOR OU DO STATUS QUO?

Ao levantar o risco de perda de empregos, o sindicato toca em um ponto sensível, mas novamente desloca o foco. A redução de tarifas não implica automaticamente em demissões. O que está em jogo é a gestão do serviço e a capacidade de equilibrar custos sem sacrificar o cidadão.

A postura do SINDAE levanta um questionamento inevitável: está defendendo os trabalhadores ou protegendo um modelo que não pode ser questionado?

O DEBATE PRECISA SER HONESTO

A população de Alagoinhas merece um debate transparente, sem rótulos ideológicos e sem tentativas de manipulação. Reduzir tarifa não é privatizar. Questionar não é desmontar. Propor mudanças não é atacar o serviço público.

O que se espera de um sindicato é independência, responsabilidade e compromisso com a verdade, não a reprodução de discursos que confundem mais do que esclarecem.

No fim das contas, quem paga a conta é o contribuinte. E esse, sim, precisa ser ouvido.