Alagoinhas vive mais um capítulo revoltante de descaso com a saúde pública. Uma piscina abandonada no extinto Clube ACRAS está sendo apontada como epicentro de um surto de chikungunya e proliferação do mosquito Aedes aegypti, e, mesmo diante de mais de 40 casos registrados na região, o poder público segue inerte.
Não se trata de falta de aviso. Moradores denunciam há semanas a situação de abandono, água parada e ambiente perfeito para a reprodução do mosquito transmissor. O cenário é um convite aberto à doença, e a resposta das autoridades tem sido o silêncio, a lentidão e a negligência.
Enquanto isso, a população paga o preço. Famílias inteiras adoecendo, pessoas debilitadas, trabalhadores afastados e um sistema de saúde que já não suporta a demanda. O hospital da cidade, sem estrutura adequada, se aproxima do colapso diante de um problema que poderia, e deveria, ter sido evitado.
A responsabilidade é clara. A Secretaria de Saúde, sob comando do secretário Luciano Sérgio, precisa agir imediatamente. Não cabe mais discurso vazio ou empurra-empurra burocrático. É hora de aplicar a lei, interditar áreas de risco, responsabilizar proprietários e executar ações emergenciais de combate ao foco.
A omissão, neste caso, não é apenas administrativa, é criminosa. Cada novo infectado é resultado direto da falta de ação. Cada família atingida carrega o peso de uma negligência que poderia ter sido evitada com medidas básicas de saúde pública.
Alagoinhas não pode continuar refém da incompetência e da falta de compromisso. A população exige respeito, ação imediata e respostas concretas. Porque saúde não é favor, é obrigação.